Bem-vindos.
Encontrei por acaso um blogue onde me colocavam questões tais como “o que eu sentia quando conseguia um Recorde Mundial” e “quais os materiais usados”.
Os sentimentos são diferentes em cada um deles, embora a satisfação final seja comum, uns misturam surpresa, como no caso do roquete, (Grunt, bastard - Pomadasys incisus), nunca tinha visto um tão grande, julgava não ser possível 0,5 kg, com sardinha.
Outros, a raia pintada fiquei a olhar para ela revelando a minha ignorância em relação a tal espécie. A bordo estava um inglês de seu nome Ray (coincidência), que trazia um livro com todas as espécies da nossa região, foi facilmente identificada “rajá asterias” raia pintada, starry ray, fui verificar e nos registos de recordes nada constava. Novo sentimento surgiu “carga de trabalhos que vou ter!”. Pesá-la em balança certificada com testemunha (Direcção Geral de Economia Faro), identificá-la (IPIMAR, Olhão ou Universidade Algarve, Gambelas - a quem agradeço toda a colaboração), preencher formulário e enviar registado para IGFA e EFSA juntamente com a montagem e 15 metros da linha de carreto, lá terá que ser…
Cada recorde é único nos diferentes sentimentos que inspiram, desde o início da sua captura até à recepção do respectivo certificado, e aprende-se sobre as diferentes espécies, é interessante e pedagógico.
Em relação aos materiais, depende como é lógico do tipo de pesca e dos objectivos em mente. Basicamente na pesca embarcada (fundo) uso no carreto, multi-filamento Berkley Fireline Crystal (nunca esquecer o chicote – linha mono filamento, com maior ou menor comprimento segundo o grau de elasticidade pretendida) e na montagem e anzóis uso sempre fluorcarbono Berkley Trilene.
Luís Ceia.
30 de Agosto de 2008
